DESAPEGAR

      Sabe quando novas informações pedem passagem, atropelando nosso jeito de ser, querendo entrar na nossa roda da vida gritando “mudança à vista!”? Ao emparelharem com as antigas, podem ocorrer avaliações bem interessantes, dependendo da disponibilidade interna de cada um para lidar com as próprias verdades. Refiro-me àquela conversinha íntima sobre desapegar-se daquilo que já deu o que tinha que dar, o que sabemos não ser nada fácil. Decidirmos o que vai fazer parte de nossas vidas agora, por ser realmente essencial; excluirmos o que, sem dó nem piedade, não permanecerá; integrar objetos, atitudes, pensamentos, emoções, lembranças, relacionamentos, a lista é interminável... Ah! Isso leva um certo tempo. É uma questão de consciência. Exige critérios que passam, inevitavelmente, por algo também muito íntimo que costumamos chamar de gratidão, e que quase sempre anda de mãos dadas com os perdões. Como precisamos dessa energia que libera, que deixa ir, para podermos atravessar a ponte que leva à conquista de novos olhares. Nessa transição criamos portais, modernizamos alternativas, e manifestamos o triângulo de novos pensamentos,novas vontades e novas ações. Tomamos decisões com os devidos riscos assumidos e vistos como impulsos para a evolução. Quem sabe, assim nasça um jeito de viver sem grandes raivas, mágoas, medos e culpas paralisantes, para que talvez possamos fluir nessa vida mais amorosamente, sem tantas reclamações e dominando melhor a tentação de se fixar lá atrás. Assim, as novas criações poderão ser feitas com aquilo que se tem,o que vamos combinar, não é pouca coisa, nunca!



BOM DIA, AMIGOS!

Quantas vezes deixamos para trás as coisas mais gostosas e simples dessa vida, né? Pois bem, hoje, ao sentar no chão da varanda, respirando esse verde, e brincando com Argos, confirmei que juventude é sinônimo de um estado de espírito. A essa altura da vida, não tenho que nada, apenas quero aquilo que for mais belo e amoroso; e que me faça sorrir; que renove o brilho de meus olhos, para que meus olhares sejam também sempre novos. Que venha a mudança!



VÁ COM CALMA!

Como reagir quando sentimos que uma etapa em nossa vida se foi? Quando percebemos nova luz brilhando, sugerindo outra direção? Vamos com calma, certo? A tranquilidade nas ações libera algumas ansiedades que ainda podem estar tumultuando nosso jardim, atrapalhando a colheita de tantas coisas legais que ali plantamos.
Que tal abrirmos mais um pouco, delicadamente, o coração? Sim, para sentirmos e escolhermos o caminho da expansão! Nada de retrocessos, até porque sabemos que mesmo aquilo que parece antigo contém um novo olhar.
Talvez seja esse o momento de contato com aquele nosso lado ativo, que andou meio tímido ultimamente. Muito deverá ser revelado, antes coberto pelas nuvens, pois o enfrentamento de dificuldades costuma levar à descoberta da força da intuição. Quem sabe nos comprometermos mais conscientemente com riscos, já que segurança é algo muito relativo; abraçarmos alguns desafios antes impensáveis; e assumirmos aparar as arestas de nossas aventuras, trazendo à tona as lições importantes em cada uma delas.
Pois é, o espaço da gente pede equilíbrio de sentimentos, de pensamentos. Os mais puros, de preferência, são os que nos guiarão agora. E, não vamos nos iludir, isso exige esforço e atenção constantes. Mas é com a gratidão que vamos inspirar delicadeza nos voos altos que agora faremos, nos compromissos com aquilo que é novo, e na confiança de que o inesperado trará respostas incríveis.



GRATIDÃO

Gratidão é aquela alegria que faz a gente sorrir pra tudo e abraçar tarefas com olhares simpáticos, cúmplices. Hoje acordei assim: grata. Fiquei pensando na questão do prazer sem culpa, aquele que não faz cobranças, a manifestação do amor à vida, em qualquer forma que ela se apresente. Jamais poderemos saber exatamente como se deram nossas escolhas e todas as variáveis nelas envolvidas, mas se há prazer no que conseguimos perceber a cada momento, a gratidão deverá se mostrar, e o bem-estar não deixará dúvidas sobre a sua presença em nossos corações, dando a ela o nome e as causas que quisermos; conscientemente ou não, somos gratos e pronto.
Ao contrário, porém, entre culpas e tensões, a mesma gratidão nos oferece apenas um sorriso amarelo, falso e distante do coração, da boca pra fora. Se não nos sentimos merecedores de coisas boas, vamos agradecer o que?
Muitas vezes o que não suportamos é o peso das crenças equivocadas, que parecem dançarinas de baixa categoria ao nosso redor, convidando para o seu baile os que preferem não se aprofundar em reflexões, os que não gostam de mergulhar em si mesmos. Nem todos pensam assim, mas para mim esse negócio de empurrar com a barriga e reclamar, enquanto devoramos pães e doces, só serve para disfarçar o próprio amargor e atravancar nosso caminho. Podemos aprender a amar aquilo que nos é apresentado pela vida; dar uma olhada mais focada nos nossos próprios pareceres, prestando atenção para não seguirmos propósitos alheios, sejam eles bem intencionados ou não.
Legal mesmo é finalizar de vez com essa mania que o passado tem de querer ser sempre o ator principal em nosso teatro existencial. É bem mais interessante descobrirmos algo novo em cada gesto simples do dia. Se formos por aí, tudo indica que a gratidão vai adorar fazer reparações.



ADOTE-SE!

Janaína colocou sua única mochila ao lado da cama que seria agora sua, no novo emprego, bem distante das suas costumeiras habilidades. Era uma circunstância desafiadora, mas que não deixava escolha, a não ser que preferisse morar com um homem que a tratava feito lixo. Tinha reunido toda a coragem necessária para ir embora. Não seria a primeira nem a última mulher a pegar um ônibus na rodoviária para uma cidade bem longe, onde uma velha amiga a abrigaria. Em troca de serviços domésticos, no lugar da secretária executiva, ali estava nova oportunidade para se transformar em outra pessoa. Ainda não sabia bem o que seria isso, e agora, já sentada na cama de seu novo quartinho, ouviu uma voz: "Adote-se". Não havia dúvida, ela ouvira a voz. Acostumada com os mistérios da vida, nada mais a surpreendia. Também tinha aprendido a duras penas que não se ignora coisas desse tipo. Ousou olhar para cima, como se houvesse alguém invisível naquele espaço, e perguntou: -"Como se faz isso?" - "Primeiro de tudo, sorria, porque você está salva. Lembre-se que tudo nessa vida é provisório. A mudança aconteceu, você está inteira, e pode olhar para o novo de várias maneiras. Escolha a sua. Depois, o pulo do gato: seja sua filha. - "Oi?" - "Dê a você o que daria a uma criança sob sua responsabilidade. Nesse momento, você é a sua filha, e tem necessidades para serem descobertas. Tudo é estranho, certo? Menos o amor que te move. Então, o que é adequado agora para essa menina que vai crescer com a sua ajuda?" - "Nossa, se eu tivesse adotado uma garotinha tentaria dar a ela um lar, cuidados, respeitaria seus limites, ensinaria como não pisar em lugares perigosos, não economizaria abraços e beijos, mas também limites quando necessários. Trataria de fazê-la de bem com a vida e consigo mesma, enfrentando desafios e crescendo com isso, sempre do lado do bem. E daria a ela valores e significados que fossem direções para realizações em vários níveis. Eu a amaria do jeito que ela fosse..." - É isso. Adote-se! Janaína abriu a mochila, tirou dela tudo que encontrou para aplacar o frio, e preparou-se para deitar na nova cama. Vibrava com a certeza da chegada de um novo dia, de novas experiências, e mantendo sim, a visão cor-de-rosa, que na verdade deveria ser verde, a cor da esperança. E ao adormecer, pareceu ouvir mais uma vez: -"Adote-se!".



O CORPO FALA

Acordei hoje com uma frase na cabeça: o corpo fala. Tem dias que as coisas são bem assim, uma música que fica cantando dentro da gente, lembranças distantes que resolvem sair lá do baú, e hoje foi isso. Lembrei logo do Pierre Weill, autor de um livro famoso com esse título. Fiquei me perguntando o que meu corpo, então, estaria querendo me falar e comecei a organizar coisas em casa, com ideias e tarefas simbolizando intenções, como gosto de dizer. Talvez faltasse música na casa. Providenciei. Ah, quem sabe uma daquelas ginásticas energéticas que costumava fazer todos os dias? Peguei o colchonete debaixo da cama e o abri perto do computador: música, maestro! Percebi que tinha sede, sim, precisava de água. Bebi a água feliz da vida. Estava seguindo as pistas. Comecei a cantar, e me senti melhor ainda. Livre! Deliciosamente me estiquei e acordei cada pedacinho dorminhoco do corpo, ao ritmo de Ray Conniff. O sol batia na janela, enquanto me preparava para os movimentos, e deixei que me enviasse sua mensagem de fortaleza e alegria. Foi quando o corpo pediu uma ducha gelada. Ri sozinha de uma memória: o banho geladíssimo em Teresópolis, cidade serrana lá no Rio, nas férias de julho, em pleno inverno, que me deixava tão bem disposta e sem frio. Gostei do desafio e da vitalidade que adquiri. Mais uma atualização de cenário antigo na vida atual, que finalizou sua expressão pedindo uma caminhada no modo passeio. Como aprendi que com intuição não se brinca, segui as pistas que fluíram lá do inconsciente direitinho e tive um lindo dia. Compartilho aqui minha lição de hoje: para que possamos matar o discípulo que ainda mora em nós, deitado numa rede à espera do mestre, que tal abrirmos nossas maletas existenciais e usarmos as ferramentas que temos: confiança, alegria, criatividade, leveza, só pra começar? Que possamos então ouvir o nosso corpo, certo? Porque sem ele não vamos a canto nenhum.



SOBRE SAÚDE E CURA

Que tal colocar algumas ideias em ordem? Não vai mal uma reflexão sobre saúde, cura e bem estar. Afinal, só se fala nisso nas redes sociais, nas conversas, através de mensagens sobre cursos, ofertas de soluções cheias de atalhos e fórmulas mágicas, enfim, são tantas informações e propostas que recebemos a cada momento... Às vezes até nos sentimos fora do eixo, depois de tantas sugestões tentando nos convencer que as verdades sobre nós mesmos vêm de fora, e estão brilhando nos anúncios que desfilam na nossa frente a cada segundo. Haja lucidez! Refletindo mais um pouco, organizando tais informações que saltam aos nossos olhos juntamente com os livros que nos chegam às mãos, parece existir um consenso entre os pensadores dessa área sobre a dedicação infeliz que muitas vezes damos a atitudes críticas, maldosas, rancorosas, vingativas, geradoras de sofrimentos físicos e mental. Afirmam que, mais cedo ou mais tarde, se manifestarão em sintomas as sementinhas que plantamos em nossos jardins e que vêm se instalando confortavelmente dentro e ao redor de nós, enquanto brincamos de poderosos. Triste, né? Pois é, quando nos daremos conta da necessidade de um olhar para dentro de nós mesmos, enquanto buscamos anular o veneno mental que penetrou nos núcleos de cada célula nossa de cada dia? Respiremos a força vital que vibra pelo ar, e enquanto é tempo, ajudemos a natureza na reconstrução que ela tem pela frente: nossa e a do ambiente que nos cerca, mesmo que disso não tenhamos consciência. Ao invés de clicar em promessas mágicas e duvidosas, que tal clicarmos no trabalho com pensamentos e sentimentos? É grátis e dá resultados palpáveis quanto à evolução da consciência. Nos laboratórios da existência, trabalhadores disponíveis e invisíveis aguardam ansiosamente pela nossa decisão.



MUDAR, LEI DA VIDA

Vindo sabe-se lá de onde, tem dias que a gente sente uma espécie de empurrão para sair de uma zona que de tão confortável quase parecia eterna. Transições e significados se mexem dentro da gente. Gostando ou não - não dá pra esquecer que viver é mudar - alguns interesses são outros agora, mesmo que muitos ainda estejam funcionando no piloto automático, teimando com a consciência para ignorar as novas motivações que pedem passagem. Elas exigem as acomodações a que têm direito, e sem escrúpulos, instalam a luta: entre o que parece estar velho, que supostamente não serve mais, rotulado de atraso de vida, e o interesse recém criado, novo,estranho, ainda frágil, talvez passageiro, um pouco meio “fora de lugar” (que lugar seria esse?), sem certezas confirmadas pelo hábito, o pão nosso de cada dia. A harmonia não nasceu pronta, sinto muito, mas a vida quer ajudar, e agorinha, neste exato momento, está enviando aliados só pra gente se surpreender. Presta atenção! O novo quer entrar mas dá de cara com os “não consigo” poluidores de possibilidades, empurrando as torturas, as exigências, as reclamações, os ressentimentos. Ainda bem que é especialista em inaugurações, e em apontar o que não permanecerá. Simples assim. Sem ímpetos e conclusões precipitadas, o que vai, vai. Mas o que fica, fica. Mesmo que detalhes, sins e nãos perambulem pra lá e pra cá, engarrafando a circulação das emoções pelos ciclos da vida, o recomeço finalmente anuncia sua chegada. Pode empurrar, e lá vamos nós!



CADÊ MINHA MALETA?

Há momentos na vida em que nos confundimos visitando os terrenos alheios. Sei lá, parece que ficamos fascinados com as descobertas do vizinho sobre a vida, questionamos nossas escolhas, o rumo que temos seguido e que produziram resultados naturalmente diferentes. Isso mesmo, nos comparamos, usando óculos com um grau inadequado, o que deturpa completamente as conclusões a que chegamos. “Tenho que”, “não devia isso”, “se eu...” e ficamos surdos aos gritos da autoestima. Ignorar o que foi aprendido? Esse é o melhor caminho para carregar o mundo nas costas. Depois não reclame! Questionar é importante, mas retornar ao centro, aos próprios desafios que ficaram parados no meio do caminho, anteriormente escolhidos, diga-se de passagem, exige nova determinação, que inclui o que foi aprendido nessas visitas ao mundo do outro. Às vezes penso que não nos damos conta de que, mal ou bem, estamos sempre aprendendo coisas aqui e ali, e incorporando as novas informações ao nosso sistema, conscientemente ou não. Não há como fugir da mudança e do movimento constante, que vai gerando novas ideias, emoções, atitudes, na maioria das vezes nem suspeitadas por nós, despertando habilidades esquecidas no fundo do baú, mas que não perdem sua efetividade apesar da nossa inconsciência. Quando nos sentimos “diferentes”, o susto no espelho cria um surto de ansiedade e queremos voltar. Mas voltar para onde? Há algum outro lugar possível a não ser para dentro de nós, amparados no conhecido conselho do “conhece-te a ti mesmo”, e humildemente recolher nossas apostilas existenciais, onde estão registradas as experiências? Mas, já é um começo fazer uma revisão da própria história, segundo nossa parca visão, das superações, dos momentos deliciosos, sem jamais negar que eles aconteceram. Porque é nessa jornada que encontramos a nossa maletinha com as ferramentas esquecidas, bagagem que nunca nos abandonou. Ao contrário, nós é que a deixamos de lado. Cada uma das ferramentas ali carrega símbolos, alguns mortos e outros mais brilhantes, contendo em si nossas lindas histórias, velhos treinamentos e novas lições. Ao acender a emoção de estarmos vivos, aí sim, estamos de volta, porque entendemos que nada foi em vão, e a ordem do dia é: “Prossiga!”.



PENSANDO COM MEUS BOTÕES

Há dias em que fatos e pessoas de nosso passado aparecem para uma breve visita. Com um leve toque no ombro, vestidos de lembranças que andavam esquecidas, mas nem por isso menos importantes, reajustam nossas interpretações antigas. Nossa! Eu nem desconfiava que isso ou aquilo poderia estar acontecendo! É o que nós pensamos ao nos atualizarmos com as informações que chegam com o próprio tempo. Nem poderia desconfiar mesmo. A vida parece um quebra-cabeças que a gente vai encaixando aos poucos à medida que amadurecemos. São encontros, desencontros, pequenas passagens, que de maneira precipitada vamos julgando, colocando no palco conforme nosso entendimento, este tão limitado ainda. É isso e pronto!, dizemos com a mais absoluta confiança. Fulana é antipática, o vizinho está sempre de cara fechada, não sei quem é grosso. Pouco nos importam seus motivos, deixamos que as aparências nos iludam, talvez por preguiça de nos determos por alguns momentos para avaliações mais profundas. É bem mais cômodo fazer assim. Mas, quantas vezes por trás daquilo que enxergamos nos outros existem motivos que nem sonhamos, e talvez no seu lugar tivéssemos reações muito piores...só que imaginar a dor de nosso semelhante seria mexer com nossas emoções, que deram um trabalho danado para atingirem um certo equilíbrio. Equilíbrio questionável, é verdade, mas ainda assim nos sustenta. Deixar pra lá tornou-se especialidade da gente moderna, que vive correndo de si mesma. Preenchemos o tempo com qualquer coisa que afaste a solidão assustadora. E no entanto, é ela que na medida certa traz consigo momentos de alta criatividade. E mais, clareia nossas possibilidades de escolhas nessa vida. Quando aprendemos sobre a própria companhia, não nos conformamos com qualquer coisa, não é verdade? Só não dá pra esquecer que um dia a consciência ganha seu espaço, nem que seja no último instante de vida, e aponta as nossas verdades. Doendo ou não pelas oportunidades perdidas, percebemos que nem nos demos ao trabalho de olhar melhor para eventos que poderiam ter mudado rumos, acrescentado sabedoria, enriquecido contatos, favorecido verdadeiras amizades, e muito mais. Triste, mas é assim que quase sempre entendemos que tudo tem o seu ritmo, sua hora certa, e se passou, fazer o que? Fica apenas a lição de que nem sempre temos razão, e na maioria das vezes nossas interpretações superficiais não passam de enganos. Aprendemos que a paciência é um maravilhoso dom a se desenvolver; que observar em silêncio pode abrir portas àquilo que nem sonhávamos e que a humildade contém uma força imensa ao admitirmos que não sabemos o que se passa nem nos bastidores da nossa consciência, quanto mais nos da alheia. Sendo assim, só podemos admitir os julgamentos equivocados que povoaram nossas memórias e dizer de cabeça baixa: Foi mal..., me desculpe!



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